2 de mar de 2010

Para sempre ou para nada

Ao escrever não posso fabricar como na pintura, quando fabrico artesanalmente uma cor. Mas estou tentando escrever-te com o corpo todo, enviando uma seta que se finca no ponto tenro e nevrálgico da palavra. Meu corpo incógnito te diz: dinossauros, ictiossauros e plessiossauros, com sentido apenas auditivo, sem que por isso se tornem palha seca, e sim úmida. Não pinto idéias, pinto o mais inatingível "para sempre". Ou "para nunca", é o mesmo. Antes de mais nada, pinto pintura. E antes de mais nada te escrevo dura escritura. Quero como poder pegar com a mão a palavra. A palavra é objeto? E aos instantes eu lhes tiro o sumo da fruta. Tenho que me destituir para alcançar cerne e semente de vida. O instante é semente viva.

2 comentários:

  1. FRANCINE,

    textos de Clarice Lispector transcendem ao nosso julgamento de valores:bom ou ruim.

    Clarice, situa-se num patamar literário acima do bem do mal.

    Portanto, tudo que ela deixou escrito, são palavras bordadas em ouro, neste interminável capítulo da literatura mundial.

    Uma curiosidade que talves você não saiba:

    Clarice Lispector e a autora disparadamente, a mais estudada, citada e reverenciada nos blogs nacionais.

    Eu escrevo, ou tento escrever(rs) textos de humor, e caso queira visitar-me sentirei honrado.

    Um abração carioca e voltarei mais vezes, aqui.

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  2. Comentar nesse texto em particular eu tinha que fazer.

    Como eu gosto de extremos, como eu gosto como Clarice poem isso em perfeito sincronismo... Mais do que sincronismo, em "palpávidades" e formas/formatos de quem precisa, de quem não tem, ou de quem quer ter! Resta saber se é um amado...

    Sinceros Abraços

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