5 de jul de 2009

Revolução necessária

O que era pior: agora eu ia ter que comer a barata mas sem a ajuda de exaltação anterior, a exaltação que teria agido em mim como uma hipnose; eu havia vomitado a exaltação. E inesperadamente, depois da revolução que é vomitar, eu me sentia fisicamente simples como uma menina. Teria que ser assim (...) Eu não queria pensar mas sabia. Tinha medo de sentir na boca aquilo que estava sentido, tinha medo de passar a mão pelos lábios e perceber vestígios. E tinha medo de olhar para a barata – que agora devia ter menos massa branca sob o dorso opaco.

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